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  • Cris Monteiro

Tudo que vai, volta

Atualizado: Abr 1


Já se sentiu injustiçado?


Sabe aquela sensação que você tem quando percebe que é o único que se empenha para entregar tudo perfeitamente?

Você se doa tanto…


Quantas vezes já deixou de fazer algo que queria para agradar os outros ao seu redor?

Quantas vezes já agiu de maneira contrária a que gostaria?

Quantas vezes abriu mão de luxos e mimos individuais a fim de atender a desejos de terceiros?


Tenho certeza de que muitas!


E convenhamos…

Na teoria, não teria problema: você fez tudo isso de bom grado e seria um prazer cativar as pessoas que você ama.

O grande X da questão está no feedback que tem recebido em troca…


Parece que tudo e todos estão pouco se importando.

É como se ninguém prestasse atenção no seu esforço…

Tudo que recebe em troca são críticas, desaforos e mais cobranças!

Nem um singelo elogiozinho sequer…

Você se sente desrespeitado, afinal, faz tudo para todos e, em troca, fazem tão pouco, ou nada, por ti.


Mas por que nos sentimos assim? Pois nossa sociedade, desde seus tempos primordiais, nos ensina a esperar algo em troca de nossas ações/atitudes/etc.

Somos ensinados, desde crianças, que tudo que fazemos gera uma reação correspondente.

Se roubarmos, seremos presos.

Se estudarmos, nossas notas serão boas.

Se tivermos dinheiro, conseguiremos comprar coisas legais.

Se formos educados, as pessoas serão educadas conosco.

E por aí vai…

E, parando para pensar, são conceitos que fazem, sim, total sentido.


A questão é que com o passar do tempo e a evolução do ser humano, algumas ideias podem ter se confundido ao longo dos anos.

Muitos de nós, ao nos vermos no meio de uma sociedade tão centradamente baseada na troca, acabamos nos perdendo nesse conceito…


Pode ter certeza de uma coisa:

Sim! O universo vai te devolver se você for uma pessoa que faz o bem diariamente…

Nossas ações são responsáveis por diversas reações e é fato que atitudes positivas te trarão resultados positivos.

Mas um dos maiores erros que podemos cometer é o de esperar que esses resultados sejam imediatos, exatamente de acordo com o que planejamos, ou recíprocos na mesma medida…

Você pode (e provavelmente vai) acabar se decepcionando.


Lembre-se que estamos falando de seres humanos.

O que isso significa?

Que cada um tem seus conceitos, sua história, seus valores, e sua distinção do certo e errado.

Ou seja…

Nem sempre as suas expectativas serão as mesmas que as dos outros.


Entender isso é dar dez passos em direção à um futuro mais leve e livre de auto-cobranças desnecessárias.

Entender isso é libertador, pois percebemos que, no final das contas, a maior vontade que importa é a nossa!

Ao ter essa ideia bem esclarecida em nossos conscientes, nos sentimos livres, seguros e confiantes para realizarmos nossos desejos e nos colocarmos em primeiro plano.


Sabe aquela necessidade compulsiva de agradar os outros?

Saiba que é capaz que ela seja redirecionada à você mesmo! (E muito mais saudável, por sinal…)


É óbvio que ninguém aqui está falando sobre viver uma vida egoísta pensando única e exclusivamente no próprio nariz.

Não, precisamos pensar no próximo. Precisamos de altruísmo!

Mas… cuidado com o excesso dele, pois pode acabar te prejudicando…


A grande sacada é encontrar o equilíbrio:

Ser uma pessoa agradável para os outros.

Ser uma pessoa agradável para si próprio.


O resultado?

Paz interior!


Texto adaptado por: Otávio Monteiro

Conteúdo original: Cris Monteiro (Youtube)

Ilustração: Adam Niklewicz

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