Tenho vergonha do meu corpo


Hoje minha conversa é com você, mulher, que não se sente confortável com seu corpo.

Você mesma que, em diversas situações, deixou de aproveitar aquele momento especial por conta de suas inseguranças.

Inseguranças, essas, tão fortes que acabam por transformar um momento "especial" em um momento catastrófico e embaraçoso.

Seus medos e incertezas tomaram tanta conta de sua vida a ponto de que algo prazeroso (como sexo, por exemplo) acaba se transformando em algo complicado e, muitas vezes, traumático.


Alguns dias atrás, recebi uma pergunta de uma seguidora, que exemplifica bem o cenário acima descrito…


"Cris...

Tenho medo do meu esposo ver minhas celulites e estrias, principalmente na coxa e no bumbum.

Sinto vergonha.

Não consigo ficar nua na frente dele.

Não sinto mais "tesão".

O que eu faço?

Por favor, me ajuda."


O que disse para essa seguidora é o mesmo que vou dizer para você que está lendo esse texto…

Existem mil e uma maneiras de sair dessa situação, mas antes de qualquer outra coisa, você precisa se amar mais!


O primeiro passo é entender o seguinte:

Estamos em evolução constante.

Diversos fatores podem e devem influenciar mudanças em sua vida.

Essa constante metamorfose que vivenciamos…

Responsabilidades, trabalho, filhos, casamento, contas, boletos e etc.

É tanta preocupação, nossos dias são tão corridos, que às vezes não sobra tempo para um exercício físico, ou, se sobra, só queremos descansar.

Consequentemente, nosso corpo reage à essas mudanças e pode ser que em algum momento nos peguemos pensando coisas do tipo:


"Nossa, como eu estou gorda."

"Eu já fui tão magra, o que aconteceu?"


Bom, o que aconteceu foi que você cresceu!

Passou a assumir novas responsabilidades, novos compromissos, que te levam a novos objetivos.

Devido à essas circunstâncias, é extremamente normal que não sobre tempo e nem disposição para atividades físicas e, portanto, você acabe ganhando uns quilinhos.


Pare e pense…

Você pode não ter mais a barriguinha chapada que tinha uns anos atrás, ou então as coxas lisinhas e livres de celulites e estrias…

Mas a sua versão de anos atrás tinha a percepção, sabedoria, conhecimentos e infinitas outras qualidades que você tem hoje?

Tenho certeza que não!


É tudo uma questão de aceitação.

Aceitar que, no momento atual de sua vida, você não tem mais o tempo e disposição que tinha antes, pois existem outras questões mais importantes a serem resolvidas que gastam sua energia.

Ao invés de se lamentar e ficar se odiando por conta de mudanças "negativas", por que não pensar nas mudanças positivas que vieram com o passar dos anos?


Hoje, você é muito mais sábia .

Muito mais culta, inteligente, preparada, maliciosa…

Os altos e baixos da vida adulta te deram uma nova perspectiva da vida.

Agora você já deveria saber que, no final das contas, o que importa mesmo dentro de qualquer relacionamento físico - seja ele amoroso, ou não - são características como: parceria, cumplicidade, confiança, intimidade…


Ou seja…

Um relacionamento maduro sobrevive à umas estrias, uma celulitezinha, uns pneuzinhos na barriga e aí por diante.

"Relacionamento maduro" é estar ao lado de alguém independente de seu aspecto físico.

É saber enxergar os detalhes, as imperfeições, e reconhecê-las como marcas saudáveis de uma pessoa que está em evolução, como qualquer outra.

Um relacionamento maduro não envolve julgamentos.


"Mas Cris, você não vive falando da importância de nos sentirmos bonitas?"


Sim! Com certeza.

É importante que façamos isso.

Comprar roupas novas… Ir ao salão… Fazer as unhas… Se der tempo e tivermos vontade, fazer, sim, uma academiazinha…

Mas - independente dos meios que encontremos para tanto - o importante é que nosso objetivo seja sempre nos sentirmos bonita para nós mesmas.


Desapegue-se de padrões de beleza pré estabelecidos por uma mídia tendenciosa!

Não tem nada mais bonito do que uma mulher bem resolvida, com estilo e opiniões próprias.

Seja autêntica.

Aprenda a amar suas estrias, celulites e afins e reconhecê-las como "cicatrizes" de alguém que batalhou e aprendeu muito.


E por fim…

Caso você se encontre em uma situação em que se sinta julgada por conta de algum detalhe ou característica, sua ou do seu corpo, não se abale…

O problema não é você!

O problema é a outra pessoa que, movida a conceitos superficiais e toscos, se acha superior a ponto de julgar alguém por conta de aspectos físicos extremamente relativos.

Lembre-se:

Beleza é uma característica extremamente relativa.

O que é bonito para um, pode ser feio para outro, e vice-versa.


Não existe beleza absoluta.


Texto adaptado por: Otávio Monteiro

Conteúdo original: Cris Monteiro (Youtube)

Ilustração: Tara O Brien


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