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  • Cris Monteiro

Reciprocidade

Atualizado: Abr 1


Já teve aquela sensação de ser o "tanto faz" de alguém?


Seja em um relacionamento amoroso, de amizade, ou profissional, uma das piores sensações que podemos ter é a de que somos indiferentes para alguém, ou algo, que consideramos importante.


Quando você dá tudo de si, mas em troca recebe muito pouco…

Quando você se empenha para criar um ambiente gostoso em seu lar e ser uma companhia agradável, mas a outra parte não reconhece seu esforço e não para em casa…

É como se você tentasse insistir numa convivência que praticamente não existe mais.

Mal estão se vendo, muito menos conversando…


Convivência. Essa é nossa palavra chave do dia.

Afinal, é disso que um relacionamento se trata, não é mesmo?

Quando duas pessoas se juntam e resolvem construir algo maior, juntas…

Mas, para que isso seja possível, precisam estar JUNTAS, como o nome diz.

E convenhamos que essa missão fica complicada quando apenas uma das partes se esforça…


Sentimentos como incapacidade e impotência são constantes…

Você se dedica tanto…

E o que recebe em troca?

Desculpas esfarrapadas…

Mentiras…

Joguinhos…

Parece até que a pessoa não quer estar contigo!


E o pior?

Não há mais espaço para diálogo.

Ele não tem mais interesse em resolver as coisas.

Foram tantos momentos desagradáveis…

Brigas… Discussões…

Gritos… Ofensas… Xingamentos…


Enfim...

Estou reforçando tudo isso porque quero chegar em um ponto.

O fato é que a soma de todas essas circunstâncias desastrosas contribuiu para que, em algum momento, seu parceiro percebesse que o jeito mais fácil e menos doloroso de resolver tudo isso era simplesmente “ligando o foda-se”.

Perdoem o palavrão, mas não consegui encontrar expressão melhor que descrevesse esse cenário.

A boa notícia?

Esse cenário a gente consegue mudar.

Não é simples. Precisamos estar extremamente dispostos.

Mas completamente viável.


Vamos lá…

A grande sacada está em mostrar para essa pessoa que, independente do quão caótico o passado tenha sido, o presente é, SIM, diferente.

Mostrar que você está ciente de que também teve sua parcela de culpa em meio a todo esse caos.

Mostrar arrependimento pelos erros cometidos, mas um arrependimento legítimo, sincero…

E não aquele “arrependimento” falso, forjado com o intuito de enganar seu companheiro, para depois remetê-lo aos mesmos erros e problemas que o afastaram, em um primeiro momento.


Se você quer reconquistar a confiança desse alguém, terá que ser sincero, honesto, verdadeiro…

Se seu parceiro está sendo imaturo, você não pode devolver na mesma moeda!

Eu sei que é tentador...

Você também está de saco cheio e já não tem mais paciência para desaforos.

Mas calma!

Pensemos no longo prazo.

Vou te propor um exercício:


Na próxima vez que ele te tratar com ignorância, não rebata.

No máximo, diga algo como:

-Poxa, entendi, que pena que pensa assim…

Se controle! Por mais impossível que isso pareça no momento.


Ao manter o controle, a postura e o respeito, você ganha pontos.

Pontos, estes, que podem muito bem ser usados à seu favor no futuro.

Veja bem…

Depois, quando o clima esfriar e vocês estiverem mais calmos, o peso na consciência deve estar todo na cabeça dele, e não na sua.

Isso já é algo para se agarrar, inicialmente.

Afinal, acabamos com aquela ideia de que você é o louco (ou a louca) desequilibrado e explosivo da relação.


Se alguém ficar com esse rótulo, será ele…

E pode ter certeza de que esse é um rótulo que absolutamente ninguém quer!

Sendo assim, é muito provável que, eventualmente, a outra parte, antes irredutível, se mostre mais flexível à favor de um diálogo.


E quando esse momento chegar…

Seja leve!

Lembre de tudo que aprendeu até aqui.

Desapegue-se de valores como orgulho, posse, autoridade e todo esse resto que comprovadamente não funciona.

Esteja aberto a mudanças, desde que sejam positivas.


E, finalmente, descubra como você e seu amado podem chegar a um consenso.

Um ponto de equilíbrio e reciprocidade...

Para que, então, possam evoluir.

Juntos!


Texto adaptado por: Otávio Monteiro

Conteúdo original: Cris Monteiro (Youtube)

Ilustração: Francesco Bongiorni

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