O amor próprio e seus mitos.



De onde será que tiramos a ideia de que precisamos aprender a amar sozinhos?


Você já terminou uma relação porque precisava - “trabalhar em si mesmo(a)”?

Ou será que alguma vez já pensou - “preciso estar sozinho agora, aprender a me amar antes de amar outra pessoa” ?



Nossa cultura é tão obcecada com a evolução do nosso individual, que achamos que o caminho certo para se conseguir a auto-estima e a independência também precisa ser feito, sozinhos.

Não me leve a mal, o individual é importante. Ter a sua própria identidade, gostos, desejos, amigos, espaço e ambições, é essencial. Precisamos do nosso espaço para manter tudo em ordem.


Mesmo que a ideia de praticar o pensamento individual para atingir nossos objetivos de auto-suficiência, auto-cuidado e amor próprio, não seja novidade - a maneira como atendemos a essas necessidades é relativa, pois não existe um certo ou errado.

Não é necessário estar sozinho e depender só de você, para alcançar seu amor próprio e a auto-estima. Na realidade, ter por perto alguém que te vê, como muito mais do que você vê a si mesma, é bom. É preciso dar ouvido e espaço para aqueles que nos botam para cima e nos admiram. Quem sabe, se déssemos mais reconhecimento para estas pessoas, poderíamos aprender a nos ver um pouquinho da maneira como elas nos veem.

O nosso “eu”, também está envolvido em uma conexão profunda com as pessoas ao nosso redor. Os seres humanos são - simultaneamente - dependentes e auto-suficientes. Irônico, não?


É um cenário clássico de frustração e confusão: Para amar o outro, precisamos amar a nós mesmos. Mas, para amar a nós mesmos, deveríamos deixar sermos amados pelos outros.


Veja bem, quando escrevo um livro, começo com os agradecimentos. Porque sem essas pessoas das quais eu menciono, eu não poderia ter escrito o livro. Sou imensamente dependente da experiência, da ajuda, da presença e do amor dos outros. - Todos nós somos.


O amor próprio não diz respeito à capacidade de resistir e de aceitar à solidão. Nem a estabelecer independência. Diz respeito à consciência e a aceitação de nossa incompletude. Trata-se, de deixar que os outros nos amem, mesmo quando nos sentimos nada amáveis. Porque a versão deles, é geralmente mais gentil do que a nossa.


Como é o amor próprio para você?


  • Posso reconhecer que errei sem me dizer que sou estúpida e incompetente?


  • Posso praticar o arrependimento sem cair na negatividade e culpa?


  • Posso assumir a responsabilidade sem me culpar?


  • Posso me desculpar por um erro, em vez de esperar que todos esqueçam e deixem passar?


  • Posso reconhecer um momento em que eu poderia ter sido uma líder melhor em minha própria vida?


  • Posso me libertar da vergonha de não ter respondido mais cedo a alguém para que eu possa finalmente falar com ela?


  • Posso aceitar que vou ficar bem, mesmo se alguém que me machucou - um pai, ex-parceiro, amigo ou estranho - e nunca reconheceu a dor que causou?


  • Posso deixar alguém me levar para um café, jantar ou filme sem me sentir culpado?


  • Posso aceitar a ajuda de outra pessoa sem concluir que eles querem algo de mim?


  • Posso manter meu ponto de vista sem a necessidade ser validado por outra pessoa?


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©2020 por Cris Monteiro.