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  • Cris Monteiro

Juntos, porém separados...


Quando a coisa mais responsável socialmente a se fazer é evitar as pessoas, como fazer para manter laços afetivos e a vida social?


Hoje no blog vamos falar sobre estarmos conectados com os outros, mas mantendo o distanciamento social eminente.


Como manter nossa vida social ativa e nossa sociedade estável quando somos obrigados a ficar em casa? Com esse pânico todo é quase impossível ficar bem, ainda mais com isolamento... Como lidar?


Algumas semanas atrás, centenas de milhares de pessoas de todos os lugares do mundo foram intimadas a ficar confinadas em lugares seguros, de preferência em suas casas, incapazes de se relacionar fisicamente com quem quer que estivesse fora da suas quatro paredes. Porém, desde que a política de quarentena foi implantada, temos visto um novo tipo de comportamento surgir diretamente da determinação da sociedade em conectar-se. Um esforço muito bonito e coletivo em prol da necessidade de se comunicar, levou a por exemplo, mil pessoas em um condado de Nova York que foi atingido pelo coronavírus, a fazerem uma conferência on-line. Enquanto cada um deles estava confinado em suas casas, todos estavam juntos naquele espaço virtual.

Alunos de faculdades e colégios de todo mundo foram aptos a dar continuidade aos seus estudos por plataformas de aulas virtuais, através de seus computadores e celulares. Um buffet local que tinha feito comida para uma festa de 180 pessoas e que acabou por ser cancelada, dividiu essa comida em refeições individuais e distribuiu na cidade para aqueles que não tem o privilégio de estocar alimento numa geladeira ou sequer casa para ficar dentro.

Casais que estavam à beira de um divórcio iminente acabam por ter de achar juntos uma maneira de conviver em paz, de se ajudar.

Em tempos de solidariedade quase que necessária para sobrevivência, vem surgindo também a resiliência coletiva.


“Até uma casa grande em tempos como esse pode parecer pequena demais quando estamos todos trancados juntos.”


No mundo moderno, é comum vermos a capacidade de resiliência como algo pertencente à cultura individualista, algo atingível somente no individual. Entretanto, por muito esta situação só nós prova errados quanto a isso. A resiliência é sim uma capacidade do coletivo.


Na era do Covid-19, um novo “normal” foi implantado. Enquanto isolamos indivíduos e famílias, precisamos nos esforçar em manter uma conectividade virtual, afim de reunir e espalhar mais informações, planejar intervenções e soluções, socializar, amar, desejar, criar estratégias de como continuar trabalhando, etc.- Tudo isso por pequenas, médias ou grandes telas de celulares ou computadores.

Este é um território semi conhecido para nós, já que nosso dia a dia já temos o costume de usar a comunicação virtual como ferramenta de conectividade social com outros indivíduos. Porém nunca recorremos a uma era onde toda nossa interação social é feito somente - por máquinas.

É bizarro e assustador, ao mesmo tempo que é intrigante e inovador.


É necessário enfatizar o cuidado em manter a risca as normas e conselhos das unidades de saúde/ da OMS. Ficar em casa e manter distanciamento social, para o bem dos outros.


A solidariedade e resiliência coletiva começa quando entendemos que estamos todos juntos nesse barco. Quando pensamos no próximo e praticamos a empatia, abrimos um caminho direto para resiliência. Está, a capacidade de lidar com tempos difíceis e ainda estar estável e apta a ajudar os outros na mesma situação.

Temos de reconhecer que estamos entrando em uma era (temporária) prolongada de ansiedade e incertezas, e que esta realidade é compartilhado em escalas mundiais!

Podemos até estar fisicamente distantes uns dos outros, mas emocionalmente e psicologicamente falando - estamos todos juntos nessa.


Apesar das circunstâncias serem um tanto quanto especiais, a situação tem dissimulado um pânico psicológico geral não muito diferente do cenário de pânico criado quando por exemplo experienciamos um ato terrorista em algum lugar do mundo, ou a um desastre natural, especialmente quando há falta de recursos básicos e a informação é tendenciosa e tomada por Fake News. Instruções são confusas e nada está claro. O medo então toma conta.

Ativar a capacidade de cura coletiva e resiliência da nossa sociedade - compartilhando informações e dando apoio - é o antídoto mais poderoso para o medo, para a solidão e isolamento.


Para que o isolamento social seja capaz de ser suportado, temos que insistir em manter nossas conexões pessoais e nosso suporte emocional que temos com as relações que nos cercam.

Nunca na história as redes sociais foram de tanta importância e significância em contexto que suportar a realidade e de estarmos juntos, mesmo que separados.


Apesar da necessidade momentânea de estar fisicamente distantes, temos aqui uma oportunidade única para ativar está tal resiliência coletiva, que pode surgir em junção a um cenário como o atual, de incertezas e de trauma potencial.


Um potente remédio para solidão e medo é o propósito. Repita para si mesmo sempre, como um mantra para estes tempos apocalípticos:

Estamos todos juntos nessa.


Texto adaptado por: Rafaella P.

Conteúdo original: Cris Monteiro (Youtube)

Ilustração: Hope McConnell


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©2020 por Cris Monteiro.